Apr 26, 2007

Cinco horas


Cinco horas! Cinco horas! Este é o tempo que tenho dormido... Após descobrir que as dezoito de que antes desfrutava já não eram suficientes para as tarefas a que me propunha, decidi por extender em uma hora o meu tempo de vigília. Os choques pelo corpo pararam, espero que bom sinal. Ou meu organismo acostumou-se com este ritmo mais intenso, o que vou achar ótimo, ou já desistiu de avisar que as coisas estão indo para ou pelo ralo. Não importa! Importa a produção imediata, o poema, o conto, a música, o filme, o musical, a ode. Já que preciso do trabalho para subisidiar parte significativa da divulgação de minha arte, não posso ficar desempregado neste momento. Em uma espécie de Carpe Diem sinistro, pretendo extrair de cada átimo o pouco de lírico que me faz ansiar ardorosamente o átimo seguinte. Fico por testamento a quem se incumbir de continuar levando a pedra para cima do monte.

p.s.: quem puder conferir o trecho de "Ulisses" em que Bloom começa a delirar dentro do que parece ser um puteiro (em torno da página 490), faço-o, o excerto merece a leitura. Mais especificamente, o trecho em que seus pais aparecem. Se entendi bem, hilariante.

2 comments:

Kah said...

Li a história de Sisifo, achei muito interessante, me lembro de ter ouvido alguém falar algo sobre "trabalhode Sisifo",não sabia o que era até então,Guto Leite também é cultura,hehe...Só posso te dizer uma coisa meu amigo, teu corpo vai te cobrar um dia pelas horas de sono que lhe nega hoje,falo por experiência própria.Como diria o poeta"tudo vale a pena se alma não é pequena", então trabalhe o quanto for preciso, só não esqueça de descansar também.Um beijo,boa sexta-feira!!!

daniela said...

Duvideodó que estejas a fazer trabalho de Sísifo.
A propósito do seu post e do que li na wikipédia, lembrei de uma frase linda que meu pai escreveu num dos emails que ele enviou esta semana. Sem autorização prévia, partilho contigo: "Não devemos impor à vida o que ela
nos deve oferecer. Devemos aceitar o que a vida nos oferece e vive-la."
Sei que pode não ser uma frase inovadora e poética, mas não consigo ignorar a beleza e serenidade que transmite.