Mar 23, 2007

Em busca da Terra do Nunca

Ontem novamente revi (sem redundâncias) um filme que age no meu corpo feito um soco no estômago. Diria facada, se já tivesse levado uma. "Em busca da Terra do Nunca", com atuação brilhante de Johnny Deep - embora não o ache soberbo, como muitos -, reúne grandes cenas com alto grau de lirismo. Mesmo que muitas vezes pareça "Patch Adams" versão cult, ou "Peixe Grande" sem Tim Burton, as cenas do teatro, principalmente, e as do desfecho são cenas para termos na alma em alguma parte de nosso inventário de cinema. Sempre choro quando vejo este filme e sempre vou chorar se o vir de novo, mesmo de relance, já que trata da permanência fantasiosa em que acredito e na qual tento permanecer. Não falo aqui da alienação de quem considera a realidade correta ou perfeita, mas sobre a escolha possível de tratar a seriedade dos sentimentos ruins como piadas recorrentes ao bom senso, e tratar a desimportância dos bons sentimentos como se só fosse responsabilidade de seus colaboradores expandir sua durabilidade no tempo subjetivo.

p.s. do post de ontem: é possível viver com um amor menor. Triste, sempre; em alguns casos, irremediavelmente triste, mas possível. Espero...

p.s.2: Leiam Adília Lopes!

1 comment:

Daniela said...

Tb chorei qnd assisti esse filme. Odeio chorar c filmes, e raramente acontece, mas esse e "what dreams may come" (n sei como ficou a tradução), me fizeram chorar.
Ah, ainda n me sinto preparada pra voltar a assisti-lo.

Lembrei de uma coisa q fazia qnd era criança (?) ao ler o texto sobre o sofá. Eu entrava numa caixa velha da TV, e ficava lá durante horas... E tb entrava num espaço meio vazio do armário. Já não caibo em nenhum desses lugares, mas a necessidade de me isolar de tudo, como se eu deixasse de existir, permanece. Há coisas q realmente fazem parte de nós.

Bom, e a tosquidão e precariedade desse comentário se explica pela falta de lirismo q me acompanha há anos.