Jul 6, 2008

Sobre o quê?

nada de prosa

como não ando
saindo de casa
nada de prosa

prosa é olhar para a rua
poesia é não olhar para a rua

9 comments:

Mariá said...

sério?!
acredita que você salvou esse post da total aniquilação?
eu ia apagá-lo agorinha mesmo. não gosto do meu lado agressivo...
afinal, está todo mundo apenas tentando ser feliz.

compulsão diária said...

Guto, essa é fortíssima! Nada de prosa? Só chorando rsrs. O jeito é fechar a cela, esquecer as chaves
e deixar o texto e eu latejando?Hein?!
rrrs
mille baci

FlaM said...

Hum, estamos desafinando, meu querido?
não concordei...
bj, f

Guto Leite said...

Salve, queridos! Obrigado, como sempre, pelo tão qualificado diálogo...
Pra Flá, embora eu seja amante das dissonâncias, acho que não há nenhuma entre nós. Fiquei curioso em saber sua interpretação do poema, querida.
Pra Bea, acho que sentiu a questão do texto/não-texto (gênero/não-gênero) que mediou o poema (?).
Pra ambas, ele é só isso mesmo, nadinha, reflexão! Muita arte e ótima semana!

FlaM said...

Hum... vamos tentar então...
Ao menos começar...
Acho que a casa é rua a dentro
acho que a rua é prosa a fora e a dentro e oferece poesia a quem a leva por dentro
já a prosa pode ser poética e doméstica
E o doméstico é, antes de poético, prosaico
e o prosear é na gente - nem na casa nem na rua, ou: malgrado a casa ou a rua.
Ou seja: nada a ver! discordo plenamente em todos os sentidos das leituras!
e principalmente não gostei do poema, do todo, da degustação. Não me soa saboroso. Difícil demais explicar!
(odeio te dizer - ainda mais correndo o risco de alguém vir em seguida me "explicar", pois se não gostei é pq não entendi? – ainda estou magoada com isso)
não me fez a cabeça nem o conteúdo nem a forma, prá mim não teve "efeito poético" - se é que é permitido dizer assim.
Odeio fazer a exegese de uma leitura do poético porque ela não me acontece tão assim no racional. E tenho bem ciência de que não domino teoricamente o assunto para discorrer sobre ele. Fora o desconforto do melindre que é a crítica. Faço porque pedistes e porque gosto de ti e respeito muito meus elogios e minha sinceridade. bjs Flávia

Guto Leite said...

Claro, Flavinha, acho justíssimas tuas críticas, mesmo! Até pensei em não postar, por também achar frágil poeticamente... Por fim, decidi postá-lo por uma peculiaridade (nunca o proporia num livro de poemas, acho): por nuances de sentido que achei interessantes. Por exemplo: "prosa é olhar para a rua". Não diz "prosa é só olhar para a rua". O que, no fim, quer dizer que o verso não diz nada, como nenhum dos outros.
Em suma, concordo, minha amiga, com tuas críticas e, talvez, até com o gosto contrário, mas manteria o post por este sarcasmo embutido, só.
Beijos, querida, e também respeito muito tuas críticas, teus elogios e tua sinceridade!

compulsão diária said...

Guto, eu acho que entendi sim.E meu comentário segue minha emoção do momento. E você sabe qual é ela em relação à prosa e poema.

Fiz uma brincadeira querendo jogar com a potência e impotência para fazer poemas.
Eu gostei dele porque reagi. então afetou.

Não tenho formação teórica pra fazer uma análise dele. Mas, gostaria de ter à disposiçao mais elementos de análise de texto pra poder separar a emoção causada pelo poema e a leitura mais formal.

Bacana o debate aqui.
Beijo

Guto Leite said...

Também acho muito bacana o debate aqui, Béa! Sobretudo os literários... e prefiro, muitas vezes, a opinião de "não especialistas" cultos à academia. Talvez... tenho pensado muito em me posicionar poeticamente mais nesse sentido. Arte!! Arte!! Arte!!

FlaM said...

é guto querido, compreendo, tb posto coisas de qu enao gosto ou que acho mal resolvidas. minha tendência, seria nao comentar pq nao gostei,mas acho que nossa sintonia, nao de gosto, mas de comunicação mesmo, seria traída!
E n˜åo era nada tao elaborado. era mais isso que vc disse
bjs, flávia