Mar 16, 2008

O fim da arte

Dizem que, certa vez, perguntado por um repórter sobre o que procurava com sua arte, Picasso respondeu: "Eu não procuro, eu acho". Anedotas à parte, talvez a frase do pintor espanhol venha totalmente a calhar nesta primeira década do século XXI, quando, ao fazer arte, se prega que devemos passar grande parte dela explicando em que estrutura se erige. Para mim, partidário da opinião de Picasso, a arte é o fim, não o percurso. A máquina, não as roldanas e as correntes. É claro que podemos puxar as correntes e dizer "olha aqui, é isso, tá vendo! Desiludam-se" ou caminhar vagarosamente contando "um, dois, três...", mas de toda forma é esse o resultado sensitivo realizado, não deixando de considerarmos "fim" o recurso metalingüístico.

Só um desabafo.

O que é natural a um corpo

as horas são profundas
o tempo é raso
a vida é um corpo que emerge

2 comments:

Rosa said...

raso é anagrama de rosa, parceiro.


=(


que saudade de você!

[se é que é possível sentir saudade do tão-pouco que foi eu e você!=***]

Tagg said...

já leu Omar Khayyam? esses versos me lembraram... xiiii desculpa o desrespeito ao post. ;-P
bjos