May 24, 2009

bill



Enfim, trago outro poema, nascido direto da observação de um amigo. Chamo de amigo por impropriedade, não somos íntimos, mas tenho grande admiração pela pessoa e seu carinho evidente pelo filho me emocionou bastante. A uma primeira leitura - é raro para mim mostrar poemas antecipadamente -, minha mãe observou: mas não seria "todas as crianças são negras"? Não, não seria. Falo de cores, não de raças. Não acredito em raças diferentes, somos todos da mesma raça! Aliás, as palavras-cores são muito mais leves e precisas do que as palavras-raças. Muita arte e ótima semana a todos.

8 comments:

Victor Meira said...

Tem um mistério poderoso em "bill", e o fim da poesia sela o fato que afirmo. No céu, tudo é mácula? A "certeza íntima e solitária" do pai é uma flecha.

Bonito, Guto.

Laurene Veras said...

Porra!Você sempre derruba a gente como um encontrão, o poema nos pega de surpresa, na curva do corredor, pá, mas o baque é todo feito de delicadezas.

FlaM said...

Bonito!
Te respondi lá!. bjs, querido! f.

Bea - Compulsão Diária said...

Bill é lindo. A imagem do pai debruçado sobre a cabeça do filho é radical.
Vc não quer dizer, guro, vc diz e recria aqui, neste bill um originário estrnaho quase mítico

apesardoceu said...

Muito bonito....
Até eu que acredito seriamente no dever do homem de extinguir a si mesmo fui tocado... hehe

bração!!

said...

Lindo! Arrepiou.

bjs

Luciano said...

Lindo meu velho. Escrevo isso como leitor, amigo e pai.
Abração.

Guto Leite said...

Obrigado a todos pelos comentários! Tive receio de fazer o poema desse jeito e fiquei aliviado com a recepção.
Vocês são doses de sábado nos meus dias de sexta.