Mar 18, 2008
Homenagem a "toi"
Hoje é só um poema, fraquinho, coitado, pedinte... Não merece ser anotado, lido, sorrido ou comentado. É quase prosa de tão tímido. É quase um mimo, mas não é. É só um poema coitado...
Estátuas de barro
De todas que me foderam,
Mantenho estátuas de barro
Pras horas em que relembro.
Nelas assopro com força
A vida que me roubaram.
Seus olhos duros me encaram,
Erguem-se nos calcanhares,
Vão para as missas, pros bares,
Dançam lívidas com todos,
Para os mais íntimos, cantam.
Em pouco tempo, se ausentam,
Rápidas se desencantam.
Eu, como bom deus humano,
Sopro a seguinte, retorno:
Tal não me fode... e me engano.
p.s.: quadro de Felipe Ehrenberg.
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3 comments:
Guto, saudades de você, primo. Volta pra Campinas.
Anyway, vou tentar ligar pra você agora (10:08h), tomara que atenda.
Abração, e fica com Deus. Fica em Paz.
Douglas Celente.
hahahaha adorei, gu. adoro coisas não sérias. estou longe do meu lirismo, aliás, como bem se vê, mas hoje fiz uma homenagem a você no meu blog e a veia lírica veio, daquele jeito que vc conhece. saudade.
Antes de mais nada, que lindo poema!!!! Olha, meu livro vc encontra em qualquer livraria. Se não tiver, é só pedir ao livreiro que o danado pede à editora.
mil luas especialíssimas pra vc
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