Aproveito este começo de semana para postar outra canção das férias... Não das férias, propriamente, porque a parceriei antes e só gravamos em fevereiro. Também não canção, como normalmente se dá, mas feita experimentando uma dicção própria para a letra, a saber um bom e velho papo de bêbado. Provavelmente falhei na tentativa de traduzir o melancólico e o cômico da situação, mas, sobretudo, adorei fazer a letra e gravá-la. Abaixo transcrevo a letra e quem quiser ouvir o som pode clicar no link "Guto Leite" (acima, do lado direito). Outras canções, já com o trabalho da banda, no link "Abracabrália".
É o coração
Lucas Bohn & Guto Leite
Bom ver você por aqui,
É que faz tanto tempo!
Eu queria saber
Como vai se virando?
Como vai resistindo ao pó?
Como vamos vivendo?
Como vamos vivendo...
Senta, to pronto pra ouvir
Como os anos vieram...
Que firmeza na voz!
Que olhar decidido!
Como vai resistindo ao pó?
Como vamos vivendo?
Como vai resistindo...
Eu não sei
A razão para continuar,
Quem me deixa pedir nessa mesa de bar,
É o coração.
Quem me deixa pedir nessa mesa de bar,
É o coração.
Eu não sei,
Até quando podemos ficar,
Quem me deixa sorrir nessa mesa de bar,
É o coração.
Quem me deixa sorrir nessa mesa de bar,
É o coração.
Desce mais uma pra mim!
Conta mais, to te ouvindo...
Já casou? Vai casar?
Tem amantes? Tem filhos?
Como vai resistindo ao pó?
Como vamos seguindo?
Como vamos seguindo...
Calma, ainda é cedo pra ir...
Pra amanhã, falta tempo!
Mas depois nos falamos,
Só depois nos ouvimos.
Como vai resistindo ao pó?
Até mais, meu amigo.
Vai em paz, meu amigo...
Eu não sei
A razão para continuar,
Quem me deixa sorrir nessa mesa de bar,
É o coração.
Quem me dera sorrir nessa mesa de bar,
É o coração.
Mar 1, 2009
Feb 26, 2009
Cuidado de taxidermista

Com a ressalva da forma diferente da original (o seguno verso aqui é na verdade ainda primeiro verso), posto este poema das "férias". Muita arte, em versos e dias, a todos!
o empalhador e a borboleta
são quatro semi-círculos coloridos em torno de uma pequena haste estreita e fria
ambos empalhados
ela
pela química
naturalmente silenciosa
vê-se na resina
ele
pela memória parti
da que foge
como se estivesse viva
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