Em vez de trazer hoje qualquer reflexão, poema, trecho, música, fragmento, opto por trazer fragmentos de grandes autores de poesia moderna (dito moderno o que vem depois de Eliot e Baudelaire). Mais do que simplesmente o cansaço advindo de outro dia intenso de produção, pauto minha escolha na certeza de que o homem contemporâneo não pode ser nada além de fragmento.
"Ces femmes ne sont pas méchantes elles ont des soucis cependant
Toutes même la plus laide a fait souffrir sont amant"
("Zone", Apollinaire, 1913)
"Ses rêves en pleine lumière
Font s'évaporer les soleils,
Me font rire, pleurer, rire,
Parler sans avoir rien à dire."
("L'amourese", Éluard, 1924)
"La luna branca quita al mar
el mar, y le da el mar. Con su belleza,
en un tranquilo y puro vencimiento,
hace que la verdad ya no lo sea,
y que sea verdad eterna y sola
lo que no lo era."
("La luna blanca", Jiménez, 1916)
"El otoño vendrá con caracolas
uva de niebla y montes agrupados."
("Alma ausente", Lorca, 1935)
Os demais fragmentos cortam em outra hora...
Nov 17, 2007
Nov 16, 2007
Intensamente
Sou partidário do intensamente! Tão importante este advérbio, que deveria ser nome, auto-sustentável. Absolutamente independente de toda e qualquer obrigatoriedade de companhia. Sentir, amar, ser, morrer, rir: todos os verbos deveriam prestar-lhe reverência. Talvez criar seja a exceção à regra, que a comprova. Ontem escrevi cerca de quinze páginas entre cinema, prosa, poesia... Viver, morrer, criar intensamente!
Dois sextetos perfilados
nas cores todas claras
interiores
diluem-se as outras saias
na forma de sombra rápida
que o dia amealha
destroçam-se os amores
no sangue da memória
a ausente
o visco dos instantes
as parvas se entreolham
todo o restante é opaco
infelizmente
Dois sextetos perfilados
nas cores todas claras
interiores
diluem-se as outras saias
na forma de sombra rápida
que o dia amealha
destroçam-se os amores
no sangue da memória
a ausente
o visco dos instantes
as parvas se entreolham
todo o restante é opaco
infelizmente
Subscribe to:
Posts (Atom)